O cano gelado na tempora esquerda.
-Passa o relogio.
La se foi meu rolex de ouro comprado a tres anos em Miami,lembrança da viagem feita com Monica,a amante feita namorada após rompimento de casamento de 5 anos com Adélia,turbulento casamento,pacifica separaçao.Adélia esta tendo um caso com Ulysses,advogado do escritorio ao lado do seu consultorio,Adelia dentista,Ulysses advogado,paredes separavam o affair afoito começado com um bom dia dentro do elevador vigiado por câmeras;nao combinavam ou combinavam tão pouco quanto eu e Mônica.
Ficamos juntos por tres semanas após o descobrimento de Adélia,sim eu e Monica tres semanas apenas,tres semanas iniciais daquilo que achavamos ser a vida inteira,se bem que,só falavamos de eternidade enquanto transavamos,sabe as coisas doidas que todos dizem na hora do gozo?Pois bem nós urravamos eternidade,discursavamos arfantes sobre continuar,continuar,continuar e continuar.
Sabíamos que nada dito seria verdade.
Mais sexo pra enganar a mentira propagada.
Voltamos de Miami e fim,sem telefonemas longos,sem o ultimo jantar,sem olhares lânguidos,nos afastamos.
Adélia e Ulysses tambem,foram um pouco mais longe,Adélia com seu jeito maternal "made in" seculo 21 pediu para Ulysses ir morar no nosso antigo apartamento,disseram me os vizinhos que durante os dois meses em que ali estiveram nao houve sequer uma discussão,sempre olhares apaixonados e sorrisos mutuos no elevador,nas escadas,na garagem e cenas forte de sexo no elevador,nas escadas,na garagem.
Dois meses de prazer.
Adélia sempre foi melhor que eu em saber manter o cativo em tal posicionamento de bem estar que no final o prisioneiro pede pra ficar,Síndrome de Estocolmo?Adélia seria ótima sequestradora se nao optasse pela odontologia;apesar que de certa forma ela captura os dentes de seus pacientes e eles sempre voltam,retornam sempre.Adélia até então respeitada dentista do Morumbi,com alma de sequestradora sueca.
O rapaz de voz gave e um 38 nas mãos pega meu Rolex e vai embora correndo.
Não faço questao de mencionar aqui qual era seu tom de pele,menor ainda se faz o sentido de dizer com que roupa o tal ladrão se traveste,ou se considero este ser inconformado com a vida um culpado ou vítima,tirou de mim,ele,não apenas o relógio bonito e apreciavel,levou consigo minhas lembranças estas que dias atras sozinho tentei recordar.
Incrivel como o inconsciente guarda pra si aquilo que deseja e nos da a conta gotas aquilo que lhe apraz,somos refens dele e assim sendo nem o gelado cano da 38,nem a quente voz grave do rapaz me causam medo agora,me espanta aquilo que guardo e que possivelmente se revele num momento odioso seja pro bem ou mal.
Vou convidar minha sequestradora pro café,será que aceita?
A beleza que nos une.As palavras formam pontes entre corações distantes que hoje se enlaçam fraternalmente para um algo a mais.
quarta-feira, 16 de março de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ponte
Eram três.
Três homens em uma unica casa,dois pedreiros e seu patrão.A conversa entre eles era sempre a mesma,cimento,pedra,cal,tijolos.
Aquele homem aparentemente rico e distante não se via de outra maneira tão separado dos outros dois tal qual a Finlândia é do Brasil,havia rios,mares e oceano a separar-lhes,enquanto pela manhã o não tão jovem empresario ouvia musicas arabes,judaicas e um desfile de orquestas, lá fora se ouvia destes dois outros homens musica de igreja evangélica e discursos voltados a uma evangelização mútua.
A convivência no entanto duraria o prazo de tres meses tendo em vista a obra de médio porte advinda de uma escada com acabamento de mármore.
Os dois homens na casa dos trinta anos representavam bem a respectiva religião de que tanto falavam pela manhã,ao chegar em casa pela tarde o empresario surpreendeu-se com a figura ainda em trabalho braçal de um dos homens,simpatico acenou para ele,que logo veio ao seu encontro e disse:Eu fiquei pra adiantar o trabalho de amanhã,vou dormir em um pequeno hotel do centro,meu bairro ficou com acesso impedido devido a forte chuva de ontem.
-Ah,me desculpe eu não sabia que teu bairro havia sido atingido.
-Junto com outros tres.
-Eu realmente ando sem tempo pra ler jornais.
-Imagino.
...
-Mas você pode dormir aqui
-Eu ja passei no hotelzinho e falei com o dono de lá
-Mas vai ser mais uma despesa a toa,pode ficar no quarto de empregada,faz uns quatro anos que só tenho diarista ela vem aqui quinzenalmente.
-Ah,obrigado.
-Vamos lá vou te mostrar.
O quarto surpreendemente era grande,algo totalmente diferente nas construções,já que engenheiros sempre projetam cubículos para as empregadas que devem agradecer a Deus o fato de conseguirem respirar na maioria dos retangulos que dizem ser quarto de empregada.
-Nossa.
-Que foi?Ah ta meio bagunçado né,ninguem mais usa como te disse.
-Não,não,é que é bem grande aqui né.
-Ah,voce acha?
-Sim,é.Minha mãe ja trabalhou em varias casas eu conheço bem como é.
Riram juntos sem graça.
-Vou pedir uma pizza,sou vegetariano e você?
-Prefiro calabreza.
-Certo.
-Enquanto não chega que tal uma cerveja?
-Não bebo,obrigado.
-Perdão,esqueci você é religioso,não é isso?
-Na verdade nunca gostei de bebidas,mas sou religioso sim.
-Ja avisou tua esposa que ficara por aqui?Se quiser pode usar o telefone.
-Sou solteiro e o senhor?
-Separado,na verdade não sei bem o que somos,namoramos durante 1 ano e nos casamos,ficamos juntos 10 anos e hoje em dia nos vemos esporadicamente,nos amamos assim.
-Legal,equanime.
-Equanime...é bem por aí.
-Se sente só?
-Me sinto acompanhado da sensação de liberdade,acredito que todos somos sós,apenas demoramos pra aprender.
-Filosófico.
-Metódico por vezes,diria eu.
-Religião?
-Talvez católico.
-Talvez?
-Considero bonito o ritual da missa,só me cansa as muitas palavras pós missa.Os mandamentos de boa conduta me amarram de tal forma que saio correndo antes mesmo de qualquer missa terminar.
-Pensei que você fosse judeu.
-Por causa das músicas que ouço pela manhã?
-Sim
-Minha ex mulher é judia,acabei gostando da cultura.
-Entendo.
-A pizza chegou.
-Eu gostaria de te agradecer por hoje o senhor demonstrou muita boa vontade,assim como os anjos dizem no Novo Testamento:"Paz aos homens de boa vontade",obrigado
-De nada.
Ao acordar logo de manhã o empresario por nome Eduardo Vilar,observou que por mais distante que possa ser Finlandia e Brasil sempre havera um navio,avião ou carta pra fazer uma ponte leal entre os seres humanos,cantarolou.
Três homens em uma unica casa,dois pedreiros e seu patrão.A conversa entre eles era sempre a mesma,cimento,pedra,cal,tijolos.
Aquele homem aparentemente rico e distante não se via de outra maneira tão separado dos outros dois tal qual a Finlândia é do Brasil,havia rios,mares e oceano a separar-lhes,enquanto pela manhã o não tão jovem empresario ouvia musicas arabes,judaicas e um desfile de orquestas, lá fora se ouvia destes dois outros homens musica de igreja evangélica e discursos voltados a uma evangelização mútua.
A convivência no entanto duraria o prazo de tres meses tendo em vista a obra de médio porte advinda de uma escada com acabamento de mármore.
Os dois homens na casa dos trinta anos representavam bem a respectiva religião de que tanto falavam pela manhã,ao chegar em casa pela tarde o empresario surpreendeu-se com a figura ainda em trabalho braçal de um dos homens,simpatico acenou para ele,que logo veio ao seu encontro e disse:Eu fiquei pra adiantar o trabalho de amanhã,vou dormir em um pequeno hotel do centro,meu bairro ficou com acesso impedido devido a forte chuva de ontem.
-Ah,me desculpe eu não sabia que teu bairro havia sido atingido.
-Junto com outros tres.
-Eu realmente ando sem tempo pra ler jornais.
-Imagino.
...
-Mas você pode dormir aqui
-Eu ja passei no hotelzinho e falei com o dono de lá
-Mas vai ser mais uma despesa a toa,pode ficar no quarto de empregada,faz uns quatro anos que só tenho diarista ela vem aqui quinzenalmente.
-Ah,obrigado.
-Vamos lá vou te mostrar.
O quarto surpreendemente era grande,algo totalmente diferente nas construções,já que engenheiros sempre projetam cubículos para as empregadas que devem agradecer a Deus o fato de conseguirem respirar na maioria dos retangulos que dizem ser quarto de empregada.
-Nossa.
-Que foi?Ah ta meio bagunçado né,ninguem mais usa como te disse.
-Não,não,é que é bem grande aqui né.
-Ah,voce acha?
-Sim,é.Minha mãe ja trabalhou em varias casas eu conheço bem como é.
Riram juntos sem graça.
-Vou pedir uma pizza,sou vegetariano e você?
-Prefiro calabreza.
-Certo.
-Enquanto não chega que tal uma cerveja?
-Não bebo,obrigado.
-Perdão,esqueci você é religioso,não é isso?
-Na verdade nunca gostei de bebidas,mas sou religioso sim.
-Ja avisou tua esposa que ficara por aqui?Se quiser pode usar o telefone.
-Sou solteiro e o senhor?
-Separado,na verdade não sei bem o que somos,namoramos durante 1 ano e nos casamos,ficamos juntos 10 anos e hoje em dia nos vemos esporadicamente,nos amamos assim.
-Legal,equanime.
-Equanime...é bem por aí.
-Se sente só?
-Me sinto acompanhado da sensação de liberdade,acredito que todos somos sós,apenas demoramos pra aprender.
-Filosófico.
-Metódico por vezes,diria eu.
-Religião?
-Talvez católico.
-Talvez?
-Considero bonito o ritual da missa,só me cansa as muitas palavras pós missa.Os mandamentos de boa conduta me amarram de tal forma que saio correndo antes mesmo de qualquer missa terminar.
-Pensei que você fosse judeu.
-Por causa das músicas que ouço pela manhã?
-Sim
-Minha ex mulher é judia,acabei gostando da cultura.
-Entendo.
-A pizza chegou.
-Eu gostaria de te agradecer por hoje o senhor demonstrou muita boa vontade,assim como os anjos dizem no Novo Testamento:"Paz aos homens de boa vontade",obrigado
-De nada.
Ao acordar logo de manhã o empresario por nome Eduardo Vilar,observou que por mais distante que possa ser Finlandia e Brasil sempre havera um navio,avião ou carta pra fazer uma ponte leal entre os seres humanos,cantarolou.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Meus Mortos.
Subiu na montanha dois quilometros longe de casa e rezou.
Não era católica,nem ao menos cristã.
Afirmava ser de um deus estranho.
Um deus poeta.
Olhou pro céu agradeu de forma simples:"A ti oh Deus que me fez mulher por definição e sentimento,agradeço"
Logo passou a conversar.
-Eu sempre pensei te contar coisas minhas,mãe,mas no dia em que decidi você dormiu.Fiquei tão brava por você dormir profundamente.Passado algum tempo pensei em conversar com o pai,mas numa tarde qualquer de chuva ele caminhou e até hoje deve estar caminhando.A estrada é longa,não o culpo.
-Sabe mãe,ontem a vó dormiu tambem.
-Dela não tenho saudades.
-Acho que nem de voce eu tenho;acho tão egoísta ter saudades.Por que veja bem,se voce precisou dormir é por que se fez necessario teu descanso,não ousarei jamais chamar-te a voltar.É tão bom conversar contigo;não consigo estar triste.
-Ontem o Ricardo me chamou pra conversar,dei-lhe um beijo.Acho que ele vai ser meu primeiro homem.Hoje ja faço 17 anos mãe chegou minha hora.A senhora tem que ver que homem bonito,mudou-se pra perto de casa logo depois da senhora dormir,estatura mediana olhos castanhos esverdeados pele clara de anjo barroco.A senhora ia gostar da mãe dele,tão carola,vai na missa todo domingo e reza toda sexta feira junto com as Marianas.
-Tô pensando até mesmo mãe em colocar uma roupa mais atraente,eu e ele conversamos sobre isso.Ele acha que é cedo demais,não faz idéia de como fico quando ele passa,agora entendo aquele seu olhar todo bobo quando o pai chegava do serviço.A senhora tambem ficava toda molhada apenas com o calor da mão dele?
-Desculpa.
-Mas é que hoje me vejo mulher como você.
-Olha vou colocar umas peças vermelhas e vai ser lá em casa,tia Conceição nem vai notar vive na Igreja a rezar com o padre pra cima e pra baixo,tua irmã é boa mãe,mas é tua irmã,isso é bem claro.
-Vamos transar no sábado,na segunda feira te conto como foi.Ta ficando tarde tua irmã logo chega.
-Beijo mãe.
Acenou para o céu e recitou:Aquele poeta que fez o tudo e o nada e entrevém nos meus braços trago delicada paixão,um adeus apertado e resto de pão.
Caminhou até sua casa e dormiu feliz.
Não era católica,nem ao menos cristã.
Afirmava ser de um deus estranho.
Um deus poeta.
Olhou pro céu agradeu de forma simples:"A ti oh Deus que me fez mulher por definição e sentimento,agradeço"
Logo passou a conversar.
-Eu sempre pensei te contar coisas minhas,mãe,mas no dia em que decidi você dormiu.Fiquei tão brava por você dormir profundamente.Passado algum tempo pensei em conversar com o pai,mas numa tarde qualquer de chuva ele caminhou e até hoje deve estar caminhando.A estrada é longa,não o culpo.
-Sabe mãe,ontem a vó dormiu tambem.
-Dela não tenho saudades.
-Acho que nem de voce eu tenho;acho tão egoísta ter saudades.Por que veja bem,se voce precisou dormir é por que se fez necessario teu descanso,não ousarei jamais chamar-te a voltar.É tão bom conversar contigo;não consigo estar triste.
-Ontem o Ricardo me chamou pra conversar,dei-lhe um beijo.Acho que ele vai ser meu primeiro homem.Hoje ja faço 17 anos mãe chegou minha hora.A senhora tem que ver que homem bonito,mudou-se pra perto de casa logo depois da senhora dormir,estatura mediana olhos castanhos esverdeados pele clara de anjo barroco.A senhora ia gostar da mãe dele,tão carola,vai na missa todo domingo e reza toda sexta feira junto com as Marianas.
-Tô pensando até mesmo mãe em colocar uma roupa mais atraente,eu e ele conversamos sobre isso.Ele acha que é cedo demais,não faz idéia de como fico quando ele passa,agora entendo aquele seu olhar todo bobo quando o pai chegava do serviço.A senhora tambem ficava toda molhada apenas com o calor da mão dele?
-Desculpa.
-Mas é que hoje me vejo mulher como você.
-Olha vou colocar umas peças vermelhas e vai ser lá em casa,tia Conceição nem vai notar vive na Igreja a rezar com o padre pra cima e pra baixo,tua irmã é boa mãe,mas é tua irmã,isso é bem claro.
-Vamos transar no sábado,na segunda feira te conto como foi.Ta ficando tarde tua irmã logo chega.
-Beijo mãe.
Acenou para o céu e recitou:Aquele poeta que fez o tudo e o nada e entrevém nos meus braços trago delicada paixão,um adeus apertado e resto de pão.
Caminhou até sua casa e dormiu feliz.
sábado, 6 de novembro de 2010
Fim
Desconsiderando qualquer forma de amor relutante.Luzia deixava claro pra um certo Antonio sua decisão de se separar.Haviam sido amantes por seis meses e tudo corria perfeito até que ela num domingo de manhã após sua missa anglicana habitual,decidiu que precisavam se encontrar.
Antonio,sou eu.Preciso conversar com você ainda hoje.Sei que esta na cidade te encontro as 14:00 horas no Motel Sandore.
Antonio não respondeu apenas aquiesceu.
As 14:30 Antonio chegou esbaforido.Você não sabe minha mulher deu um show sobre domingo ser dia da familia e tive que deixa-la em meio a uma crise.
Eu quero terminar.
O que?
Eu me apaixonei e quero terminar.
Hoje é domingo minha mulher acaba de ter uma crise por uma mentira mal dada e você quer iniciar outra crise,Luzia?Acha que eu aguento?
Estou avisando hoje pois amanhã não quero te ver na faculdade.
Fazemos o mesmo curso,lembra?
Antes fazíamos bem mais que o curso e é apenas isso que quero impedir.
Você se apaixona,por um acaso(posso ser cínico assim?) por mim,e me joga fora.Acertei?
Não.
Então?
Como posso dizer,Antonio?
Não faço idéia.
Você me fez bem,nos fizemos bem.Acredito que na horizontal somos imbatíveis,invenciveis.
E o que esta errado?disse choroso.
Eu.
Você é perfeita pra mim.
Eu quero ser perfeita pra mim.E a minha perfeição é ser incompleta.
Voce tem que parar de ler tanta filosofia.
Descomplicar apenas isso que busco.
Descomplicar significa me colocar de lado?
Nossas vezes de ladinho foram especiais,disse lacônica.
Não faz isso comigo ja to ficando com saudades de nós.
Você esta com saudades de nosso sexo,isso qualquer prostituta pode te ajudar.
Eventualidade em consigo com qualquer uma,mas cumplicidade só com você.Eu não posso me separar agora,mas se vc esperar um pouco mais...
Eu não te quero.
Não me parece segura.
Eu não quero tua vida,eu quero minha vida e se isso significa você fora dela é assim que vou fazer.
Você fala como se nós fossemos independentes de sentimentos.
Não sou escrava deles.
Se doa um pouco pra mim.
Eu estou reservada Antonio.
Quem é ele?
Você me menospreza.
Eu te quero;do que você esta falando?
Você me olha como se eu estivesse procurando um pedaço de carne pra colocar na buceta.Eu digo que quero tocar minha vida de forma independente e você afirma que tenho outro.
Eu apenas perguntei.
Você praticamente me acusou.
É por que sou casado?
Não.
Qual o motivo?Eu preciso saber.Tenho direito,não?
Vou embora.
Fica.
Se tivesse chegado no horario nossa conversa teria sido maior.
Eu disse que...
É isso...
O que?
Eu sou o trunfo do teu ego,hoje é tua esposa que deu crise,amanhã teu carro que quebrou,depois de amanhã uma reunião do seu chefe;e sempre a certeza de que alguem aqui estara sentada a te esperar, por favor Antonio.
Sem fala olhou pra ele num ultimo pedido de compaixão.
A voz suave e firme de Luzia ressou:até amanhã na facul,boa tarde.
Antonio,sou eu.Preciso conversar com você ainda hoje.Sei que esta na cidade te encontro as 14:00 horas no Motel Sandore.
Antonio não respondeu apenas aquiesceu.
As 14:30 Antonio chegou esbaforido.Você não sabe minha mulher deu um show sobre domingo ser dia da familia e tive que deixa-la em meio a uma crise.
Eu quero terminar.
O que?
Eu me apaixonei e quero terminar.
Hoje é domingo minha mulher acaba de ter uma crise por uma mentira mal dada e você quer iniciar outra crise,Luzia?Acha que eu aguento?
Estou avisando hoje pois amanhã não quero te ver na faculdade.
Fazemos o mesmo curso,lembra?
Antes fazíamos bem mais que o curso e é apenas isso que quero impedir.
Você se apaixona,por um acaso(posso ser cínico assim?) por mim,e me joga fora.Acertei?
Não.
Então?
Como posso dizer,Antonio?
Não faço idéia.
Você me fez bem,nos fizemos bem.Acredito que na horizontal somos imbatíveis,invenciveis.
E o que esta errado?disse choroso.
Eu.
Você é perfeita pra mim.
Eu quero ser perfeita pra mim.E a minha perfeição é ser incompleta.
Voce tem que parar de ler tanta filosofia.
Descomplicar apenas isso que busco.
Descomplicar significa me colocar de lado?
Nossas vezes de ladinho foram especiais,disse lacônica.
Não faz isso comigo ja to ficando com saudades de nós.
Você esta com saudades de nosso sexo,isso qualquer prostituta pode te ajudar.
Eventualidade em consigo com qualquer uma,mas cumplicidade só com você.Eu não posso me separar agora,mas se vc esperar um pouco mais...
Eu não te quero.
Não me parece segura.
Eu não quero tua vida,eu quero minha vida e se isso significa você fora dela é assim que vou fazer.
Você fala como se nós fossemos independentes de sentimentos.
Não sou escrava deles.
Se doa um pouco pra mim.
Eu estou reservada Antonio.
Quem é ele?
Você me menospreza.
Eu te quero;do que você esta falando?
Você me olha como se eu estivesse procurando um pedaço de carne pra colocar na buceta.Eu digo que quero tocar minha vida de forma independente e você afirma que tenho outro.
Eu apenas perguntei.
Você praticamente me acusou.
É por que sou casado?
Não.
Qual o motivo?Eu preciso saber.Tenho direito,não?
Vou embora.
Fica.
Se tivesse chegado no horario nossa conversa teria sido maior.
Eu disse que...
É isso...
O que?
Eu sou o trunfo do teu ego,hoje é tua esposa que deu crise,amanhã teu carro que quebrou,depois de amanhã uma reunião do seu chefe;e sempre a certeza de que alguem aqui estara sentada a te esperar, por favor Antonio.
Sem fala olhou pra ele num ultimo pedido de compaixão.
A voz suave e firme de Luzia ressou:até amanhã na facul,boa tarde.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Juventude
Sobre seu caderno de musica,lagrimas.
Diesa e Marcelo não passariam de parceiros musicais.Estudantes do Conservatório Israelita de São Paulo se viam todas quintas feiras,conversavam sobre assuntos variados,nenhum dos dois judeus,apenas seus pais haviam lido que ali tinha sido considerado o terceiro melhor conservatório das Américas.Tambem a esse preço exorbitante,dizia o pai de Diesa,todo dia 15 do mês.Mas dizia com certo sorriso na voz,gostava de ouvir os trinados da filha ao piano.
Nesta quarta feira dia 05 de Abril Diesa decidiu que falaria de seus sentimentos.
Oi,Marcelo eu estava pensando em conversar contigo,iniciou.A Diesa eu também,poxa acredita que não consegui acertar aquele dó até agora e olha que treinei a tarde toda de ontem.
Ah,tá.Depois falamos disso.Disso?é tudo que mais me importa.
Pois eu tenho prioridades outras.
Mulheres,mulheres,vai me dizer que é emagrecer ou pintar cabelo ou comprar sapatos?
Seria você e estes apetrechos também.
Ah obrigado,somos irmãos praticamente.
Incesto?
O que?
Se fossemos irmão isto seria incesto.Puxou Marcelo pela camisa e lhe deu um beijo.
Mas Diesa,falou arfante.
Eu não sei se estou pronto pra um namoro.
Quem falou em namoro?
Temos só 15 anos Diesa.
Eu tenho 16 Marcelo esqueceu?
Desculpa esqueci.
Puxou novamente e sentiu sua língua percorrer a língua mole de Marcelo,ela de forma abrupta cono se estrupasse uma língua virgem ele sendo conduzido.
Te vejo amanhã.
Não vai ficar na aula hoje?perguntou Marcelo nervoso.
Hoje meu dia acabou,feliz dia acabou.
Ligou pro pai inventou uma indisposição,Marcelo ao seu lado com mãos frias a esperar seu Rui seu quase sogro,tentou falar alguma coisa quando Rui chegou Diesa virou-se deu um beijo longo e se foi com o pai.
Rui olhou para o menino e disse:Se você fosse judeu isso teria acontecido quando se conheceram quando ela tinha 13 anos,o que andam ensinando nas igrejas anglicanas de hoje?
Pai e filha sorriram e se foram no carro esporte cor cinza,Marcelo foi afinar seu piano neste dia Vivaldi não deu conta de lhe acompanhar.
Diesa e Marcelo não passariam de parceiros musicais.Estudantes do Conservatório Israelita de São Paulo se viam todas quintas feiras,conversavam sobre assuntos variados,nenhum dos dois judeus,apenas seus pais haviam lido que ali tinha sido considerado o terceiro melhor conservatório das Américas.Tambem a esse preço exorbitante,dizia o pai de Diesa,todo dia 15 do mês.Mas dizia com certo sorriso na voz,gostava de ouvir os trinados da filha ao piano.
Nesta quarta feira dia 05 de Abril Diesa decidiu que falaria de seus sentimentos.
Oi,Marcelo eu estava pensando em conversar contigo,iniciou.A Diesa eu também,poxa acredita que não consegui acertar aquele dó até agora e olha que treinei a tarde toda de ontem.
Ah,tá.Depois falamos disso.Disso?é tudo que mais me importa.
Pois eu tenho prioridades outras.
Mulheres,mulheres,vai me dizer que é emagrecer ou pintar cabelo ou comprar sapatos?
Seria você e estes apetrechos também.
Ah obrigado,somos irmãos praticamente.
Incesto?
O que?
Se fossemos irmão isto seria incesto.Puxou Marcelo pela camisa e lhe deu um beijo.
Mas Diesa,falou arfante.
Eu não sei se estou pronto pra um namoro.
Quem falou em namoro?
Temos só 15 anos Diesa.
Eu tenho 16 Marcelo esqueceu?
Desculpa esqueci.
Puxou novamente e sentiu sua língua percorrer a língua mole de Marcelo,ela de forma abrupta cono se estrupasse uma língua virgem ele sendo conduzido.
Te vejo amanhã.
Não vai ficar na aula hoje?perguntou Marcelo nervoso.
Hoje meu dia acabou,feliz dia acabou.
Ligou pro pai inventou uma indisposição,Marcelo ao seu lado com mãos frias a esperar seu Rui seu quase sogro,tentou falar alguma coisa quando Rui chegou Diesa virou-se deu um beijo longo e se foi com o pai.
Rui olhou para o menino e disse:Se você fosse judeu isso teria acontecido quando se conheceram quando ela tinha 13 anos,o que andam ensinando nas igrejas anglicanas de hoje?
Pai e filha sorriram e se foram no carro esporte cor cinza,Marcelo foi afinar seu piano neste dia Vivaldi não deu conta de lhe acompanhar.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Rapazes
Parado em frente a porta do hotel aguardou.
Era o fim.
Ricardo olhou em volta e em sua direção vinha Rafael tamanho médio,fortes braços,cabelos pretos pele clara dentes branquissimos leve musculos nos braços.
Sorriram automaticamente.
-Acho que é o fim.Apressou-se Ricardo
-Pode não ser.Sorriso nada confiante de Rafael
-Luto pra ser indiferente,mas a tua forma sedutora para com todos me deixa enciumado.
-Deveria mudar por insuficiencia de confiança tua?
-Por isso não quero amarra-lo a nada.
-Você pra mim é tudo.
-Não faça assim,por favor.
-Assim?Assim como? Lutar para que o nosso amor sobreviva a mais uma tempestade.Tempestade formada por ti.
-Como posso?Como posso conviver com esta situação Rafael?
-Qual delas dessa vez?
-Fora esta que você esta fazendo no momento;tem o seu relacionamento com seu ex como se fossem amigos íntimos vocês voram viajar juntos.
-Trabalhamos juntos.
-Eu não posso,voce compreende?
-Não,não compreendo e ja não sei se ao menos quero compreender,entender ou escutar.Respirou e prosseguiu:
-Desde que te conheci me uniu a ti nossas diferenças.Quais?Talvez estejas a se perguntar.Respondo sem problemas.Todas.Todas diferenças.Quando de te vi naquele curso de alemão que fazíamos juntos,meu Deus,pensei comigo que não seria possivel meu sonho se materializar em frente aos meus olhos,você com este tom de pele escuro,teus lábios carnudos,esta voz que vai o grave ao agudo no mesmo segundo doce delicada e forte,tuas mãos àgeis,teu vocabulario totalmente requintado.
-Foi paixão apenas?
-Ama-se um ideal a princípio,sou humano sabia?Começou como paixão tesão seja la qual for a classificação necessaria ou desejada por ti ou pelos demais.Mas a realidade é que desde então luto por nós.Por esta união que apenas eu vejo,apenas meus olhos conseguem vê-la.Por que corres dessa maneira.
-Estas sendo maniqueísta.
-Estou expondo o que sinto a teu favor,mas juro que se fores pra continuar em algo frio e instavel concordo com o fim.
-Frio?
-Frio.
-Ora frio(Ricardo alterou a voz agora mais aguda do que de costume)então me ensina como não sentir ciumes?
-Confiando.
-A tua filosifia soa como sarcastica.
-Qual a prova que tens de alguma traição?
-Mas é isto.
-Isto o que,Ricardo?
-É isto que não quero.Não quero ter que passar por essa humilhação pelo vexame que é ter que servir de impecilho pra você e teu ex.
-Mas o meu ex existe assim como o lixeiro,o motorista de taxi,o escritor espanhol que nunca leio.Meu ex simplesmente existe,meu amor.
-Há cumplicidade entre vocês eu sinto.
-Nem todos terminam com raiva ou ódio um relacionamento.
-Eu vejo a forma como ele te deseja.
-O mundo esta cheio de pessoas que sentem algo por outras e o ser pretendido não pode levar a culpa pelo que despertou quando sua intenção primaria é ou era totalmente outra,pensar o contrario seria ilógico.
-Neste momento a razão me foge.
-Ao pensar que você pode ir embora me foge o chão por debaixo dos pés,Ricardo.Eu sinto tua falta pela manhã quando acordo ao teu lado,ou quando estou em algum almoço de negócios,e até mesmo quando quase que diariamente fico preso neste maldito transito.Eu te amo e aguardo receber o mesmo.
-Ficarei neste hotel,Rafael.
-Por quanto tempo?
-Até amanhã pela manhã as 18:00 horas pego um avião pra Buenos Aires.Estou sedento por novos ares,boleros e talvez vinho.
-Você não bebe.
-Eu sei.
Deu um passo para trás se virou em direção ao elevador,olhou pra trás apenas uma vez e viu ali um homem de terno ao chão chorando como recem nascido,não teve forças pra voltar.Ao ascensorista com voz embargada solicitou o décimo andar.
Era o fim.
Ricardo olhou em volta e em sua direção vinha Rafael tamanho médio,fortes braços,cabelos pretos pele clara dentes branquissimos leve musculos nos braços.
Sorriram automaticamente.
-Acho que é o fim.Apressou-se Ricardo
-Pode não ser.Sorriso nada confiante de Rafael
-Luto pra ser indiferente,mas a tua forma sedutora para com todos me deixa enciumado.
-Deveria mudar por insuficiencia de confiança tua?
-Por isso não quero amarra-lo a nada.
-Você pra mim é tudo.
-Não faça assim,por favor.
-Assim?Assim como? Lutar para que o nosso amor sobreviva a mais uma tempestade.Tempestade formada por ti.
-Como posso?Como posso conviver com esta situação Rafael?
-Qual delas dessa vez?
-Fora esta que você esta fazendo no momento;tem o seu relacionamento com seu ex como se fossem amigos íntimos vocês voram viajar juntos.
-Trabalhamos juntos.
-Eu não posso,voce compreende?
-Não,não compreendo e ja não sei se ao menos quero compreender,entender ou escutar.Respirou e prosseguiu:
-Desde que te conheci me uniu a ti nossas diferenças.Quais?Talvez estejas a se perguntar.Respondo sem problemas.Todas.Todas diferenças.Quando de te vi naquele curso de alemão que fazíamos juntos,meu Deus,pensei comigo que não seria possivel meu sonho se materializar em frente aos meus olhos,você com este tom de pele escuro,teus lábios carnudos,esta voz que vai o grave ao agudo no mesmo segundo doce delicada e forte,tuas mãos àgeis,teu vocabulario totalmente requintado.
-Foi paixão apenas?
-Ama-se um ideal a princípio,sou humano sabia?Começou como paixão tesão seja la qual for a classificação necessaria ou desejada por ti ou pelos demais.Mas a realidade é que desde então luto por nós.Por esta união que apenas eu vejo,apenas meus olhos conseguem vê-la.Por que corres dessa maneira.
-Estas sendo maniqueísta.
-Estou expondo o que sinto a teu favor,mas juro que se fores pra continuar em algo frio e instavel concordo com o fim.
-Frio?
-Frio.
-Ora frio(Ricardo alterou a voz agora mais aguda do que de costume)então me ensina como não sentir ciumes?
-Confiando.
-A tua filosifia soa como sarcastica.
-Qual a prova que tens de alguma traição?
-Mas é isto.
-Isto o que,Ricardo?
-É isto que não quero.Não quero ter que passar por essa humilhação pelo vexame que é ter que servir de impecilho pra você e teu ex.
-Mas o meu ex existe assim como o lixeiro,o motorista de taxi,o escritor espanhol que nunca leio.Meu ex simplesmente existe,meu amor.
-Há cumplicidade entre vocês eu sinto.
-Nem todos terminam com raiva ou ódio um relacionamento.
-Eu vejo a forma como ele te deseja.
-O mundo esta cheio de pessoas que sentem algo por outras e o ser pretendido não pode levar a culpa pelo que despertou quando sua intenção primaria é ou era totalmente outra,pensar o contrario seria ilógico.
-Neste momento a razão me foge.
-Ao pensar que você pode ir embora me foge o chão por debaixo dos pés,Ricardo.Eu sinto tua falta pela manhã quando acordo ao teu lado,ou quando estou em algum almoço de negócios,e até mesmo quando quase que diariamente fico preso neste maldito transito.Eu te amo e aguardo receber o mesmo.
-Ficarei neste hotel,Rafael.
-Por quanto tempo?
-Até amanhã pela manhã as 18:00 horas pego um avião pra Buenos Aires.Estou sedento por novos ares,boleros e talvez vinho.
-Você não bebe.
-Eu sei.
Deu um passo para trás se virou em direção ao elevador,olhou pra trás apenas uma vez e viu ali um homem de terno ao chão chorando como recem nascido,não teve forças pra voltar.Ao ascensorista com voz embargada solicitou o décimo andar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Junção
Esperou o telefone tocar.
Depois de uma hora e meia tocou.
-Alô.
-Por gentileza poderia falar com a senhora Lucia Ruiz.
-Sim é ela,quem deseja?
-Ola sou Priscila do Cartão...
E la se foi quarenta minutos da explicação desnecessaria de um cartão que não utilizaria,mas por educação aquela moça que talvez se chama Priscila e que estava sendo obrigada a cumprir uma meta louca de uma empresa que pede a ela ligar para um possivel cliente as 21:00 de uma sexta feira.
-Ah obrigada Raquel.É Raquel teu nome né?
-Não senhora,Lucia, é Priscila do Cartão RevisVinda que possui varios itens de comodidade para seus clientes e afins,diz a simpatica garota pronta a repetir por mais quarenta minutos tudo que ja havia sido dito,ansiosa pra cumprir sua meta.
-Agradeço Patricia pela ligação mas no momento utilizo outro cartão mas revisarei as vantagens do teu e entro em contato.
-Podemos entrar em contato com a senhora amanhã.Persistiu a moça.
-Obrigada querida sábado não é dia de negócios somos religiosos.
-Segunda feira seria um bom dia senhora?
-Prefiro aguardar mais um pouco,tudo bem? Ja com certa impaciência.
-Temos ofertas para cliente que fazem portabilidade posso lhe passar o nosso modelo a senhora gostaria?
-Não.
-Ficou alguma duvida senhora?
-Não.
-Deseja que entremos em contato.
-Não.
-Podemos cadastrar o numero do teu celular?
-Não.
-Deseja receber nossos informativos via e-mail?
-Não.
-Boa noite,senhora.A moça guardava na voz certa doçura.
-Boa noite,Roberta.
Mal colocou o telefone no gancho e ele fez seu som habitual.
-Alô.
-Oi,sou eu
-Esperava que fosse.Usou um tom rude
-Podíamos conversar melhor amanhã em algum restaurante.
-Não acredito Marcelo que seja possivel.
-Nestes 5 anos juntos,Lucia é raro uma fase tuaque não comece com a palavra:Não
-Então a avaliação de nosso relacionamento saltou de e-mail pra telefone.Sabe como me senti ao receber teu e-mail?
-Você sempre foi tão antenada.Rusga na voz
-E romantismo nunca foi teu forte.
Suspiros.
-O que faremos?
-Detesto teu tom grave Marcelo
-Nesse momento não consigo usar falsete.Procurou dar uma risada
-Como cantor lírico você é mais que eficiente,mas humorista?Humor não combina contigo.
-Vindo de uma executiva praticamente alemã isso seria elogio.
-Havia fogo entre nós,não gelo.
-Havia tudo Lucia menos amor.
-Você confunde amor com paixão.Cinco anos Marcelo e você esperava que eu me comportasse como uma garotinhade 15 anos esperando o namorado mais velho na porta do colégio.Você espera de mim a juventude que ja não temos.
-Nunca fiz menção ao tempo.
-Você nunca teve coragem de colocar em palavras o que em teus atos e pensamentos ja permeavam.
-Então você lê mentes? Se soubesse disso antes teriamos montado um circo e ganhado certo dinheiro.
-Dinheiro nunca foi o nosso ponto fraco.
-Mas também não foi nosso ponto forte.
-Você artista Marcelo.
-Era pra você algo lindo precisamente ha seis anos atras.
-Cinco.
-Lucia moramos a cerca de cinco anos juntos,mas entre o namoro na sala de estar da casa dos teus pais até hoje são seisanos de convivencia.
-Desculpe me esqueci.
-Não foi apenas isso que esquecestes.
-Chega de acusações.
-Constatações.
-Constatações?Então cabe aí todas as noites de sábado que aguardei você terminar alguma apresentação para enfim dormirmos juntos?
-Qualquer esposa de caminhoneiro conseguepassar por isto sem mal algum.
-Você faz esforço pra não me entender.
-Eu quero retorno.
-Retorno?
-Eu te desejo Lucia.
-A executiva gelada alemã?
-Não sei,se esta estiver presente no momento de nossa transa talvez não.
Sorrisos,de ambas as partes.
-Eu preciso do teu canto.
-Eu dos teu numeros.
-Recomeço?
-Retire o bilhete meu rapaz.
A porta do apartamento destranca-se ceular ao chão,telefone fora do gancho.Sorrisos arfantes,sons abafados,arrastar de móveis,línguas e afagos.
Depois de uma hora e meia tocou.
-Alô.
-Por gentileza poderia falar com a senhora Lucia Ruiz.
-Sim é ela,quem deseja?
-Ola sou Priscila do Cartão...
E la se foi quarenta minutos da explicação desnecessaria de um cartão que não utilizaria,mas por educação aquela moça que talvez se chama Priscila e que estava sendo obrigada a cumprir uma meta louca de uma empresa que pede a ela ligar para um possivel cliente as 21:00 de uma sexta feira.
-Ah obrigada Raquel.É Raquel teu nome né?
-Não senhora,Lucia, é Priscila do Cartão RevisVinda que possui varios itens de comodidade para seus clientes e afins,diz a simpatica garota pronta a repetir por mais quarenta minutos tudo que ja havia sido dito,ansiosa pra cumprir sua meta.
-Agradeço Patricia pela ligação mas no momento utilizo outro cartão mas revisarei as vantagens do teu e entro em contato.
-Podemos entrar em contato com a senhora amanhã.Persistiu a moça.
-Obrigada querida sábado não é dia de negócios somos religiosos.
-Segunda feira seria um bom dia senhora?
-Prefiro aguardar mais um pouco,tudo bem? Ja com certa impaciência.
-Temos ofertas para cliente que fazem portabilidade posso lhe passar o nosso modelo a senhora gostaria?
-Não.
-Ficou alguma duvida senhora?
-Não.
-Deseja que entremos em contato.
-Não.
-Podemos cadastrar o numero do teu celular?
-Não.
-Deseja receber nossos informativos via e-mail?
-Não.
-Boa noite,senhora.A moça guardava na voz certa doçura.
-Boa noite,Roberta.
Mal colocou o telefone no gancho e ele fez seu som habitual.
-Alô.
-Oi,sou eu
-Esperava que fosse.Usou um tom rude
-Podíamos conversar melhor amanhã em algum restaurante.
-Não acredito Marcelo que seja possivel.
-Nestes 5 anos juntos,Lucia é raro uma fase tuaque não comece com a palavra:Não
-Então a avaliação de nosso relacionamento saltou de e-mail pra telefone.Sabe como me senti ao receber teu e-mail?
-Você sempre foi tão antenada.Rusga na voz
-E romantismo nunca foi teu forte.
Suspiros.
-O que faremos?
-Detesto teu tom grave Marcelo
-Nesse momento não consigo usar falsete.Procurou dar uma risada
-Como cantor lírico você é mais que eficiente,mas humorista?Humor não combina contigo.
-Vindo de uma executiva praticamente alemã isso seria elogio.
-Havia fogo entre nós,não gelo.
-Havia tudo Lucia menos amor.
-Você confunde amor com paixão.Cinco anos Marcelo e você esperava que eu me comportasse como uma garotinhade 15 anos esperando o namorado mais velho na porta do colégio.Você espera de mim a juventude que ja não temos.
-Nunca fiz menção ao tempo.
-Você nunca teve coragem de colocar em palavras o que em teus atos e pensamentos ja permeavam.
-Então você lê mentes? Se soubesse disso antes teriamos montado um circo e ganhado certo dinheiro.
-Dinheiro nunca foi o nosso ponto fraco.
-Mas também não foi nosso ponto forte.
-Você artista Marcelo.
-Era pra você algo lindo precisamente ha seis anos atras.
-Cinco.
-Lucia moramos a cerca de cinco anos juntos,mas entre o namoro na sala de estar da casa dos teus pais até hoje são seisanos de convivencia.
-Desculpe me esqueci.
-Não foi apenas isso que esquecestes.
-Chega de acusações.
-Constatações.
-Constatações?Então cabe aí todas as noites de sábado que aguardei você terminar alguma apresentação para enfim dormirmos juntos?
-Qualquer esposa de caminhoneiro conseguepassar por isto sem mal algum.
-Você faz esforço pra não me entender.
-Eu quero retorno.
-Retorno?
-Eu te desejo Lucia.
-A executiva gelada alemã?
-Não sei,se esta estiver presente no momento de nossa transa talvez não.
Sorrisos,de ambas as partes.
-Eu preciso do teu canto.
-Eu dos teu numeros.
-Recomeço?
-Retire o bilhete meu rapaz.
A porta do apartamento destranca-se ceular ao chão,telefone fora do gancho.Sorrisos arfantes,sons abafados,arrastar de móveis,línguas e afagos.
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